Acontecimentos

As melhores reportagens de Bela Vista do Paraíso de várias datas.

 

Abril 2018

 

Depoimentos e experiências movimentam jovens em comunidade bela-vistense 

 

Com realização da comunidade da Capela Nossa Senhora Aparecida e apoio do grupo “Volta pra Deus”, no domingo, 15 de abril, um movimento juvenil expressivo aconteceu no Conjunto Rosa Lupi.
Na Capela Nossa Senhora Aparecida, de Bela Vista do Paraíso, foi realizada a primeira Missa Jovem, presidida pelo padre Josias. Durante a missa, o padre fez direcionamentos importantes para a juventude e concluiu com uma adoração ao Santíssimo, momento que permitiu maior abertura aos corações dos jovens para o que estava por vir.
Logo após a missa, cerca de 40 jovens da cidade de Arapongas estavam presentes para dar início ao evento evangelizador, realização do Grupo Jovens Sarados naquela comunidade.
O Grupo denominado “Jovens Sarados” contou com momentos de louvor, adoração, dança e teatro, trazendo, portanto, a alegria aos jovens que ali estavam. Com uma pregação impactante realizada por uma jovem do grupo visitante, seu forte testemunho de vida fez com que todos que a ouviam percebessem a presença de Deus em sua vida e as transformações positivas que decorreram de sua nova caminhada com Cristo.
Aquela noite ficou marcada na vida dos jovens e de todos que puderam participar. Jovens falando para jovens do quanto Deus pode fazer em suas vidas. Isto, com certeza, faz a diferença na juventude!

 

Março 2018

 

Encenação da Paixão de Cristo chega ao oitavo ano por artistas amadores de Bela Vista do Paraíso 

 

A ideia surgiu há oito anos num grupo de jovens da Paróquia São João Batista. Alguns de seus membros já realizavam apresentações teatrais durante os encontros que a comunidade católica realizava.
Os jovens Ezio, Fabrício e Flávio, que hoje organizam a encenação, trabalham durante toda a sequência da peça, desde a preparação até o ato final, sempre atentos a tudo que possa acontecer antes, durante e após a apresentação.
O grupo engajado no projeto ultrapassa a cem pessoas, sendo que aproximadamente 80 estão em cima do palco. Toda esta dedicação se arrasta durante quase que o ano inteiro, se intensificando nos últimos 90 dias com incansáveis ensaios. A edição de 2018 já é a oitava do grupo, que vem aprimorando a apresentação e acrescentando detalhes, deixando a apresentação cada vez mais realista e emocionante.
Os integrantes desta grande trupe de teatro bela-vistense se dividem em suas atividades profissionais ou escolares, ensaios e angariando fundos para que possa acontecer a apresentação na Sexta-Feira da Paixão. Estes recursos são oriundos de angariações dos membros, comércio local, comunidade e fundos da Paróquia São João Batista.
A organização do evento mantém um espaço restrito para que as pessoas com necessidades especiais possam assistir ao espetáculo com mais segurança e conforto. A área é destinada a idosos, gestantes e portadores de deficiência e, após a acomodação destas pessoas, os demais lugares são liberados ao público. Muitos dos espectadores, acostumados com a apresentação, já levam seus equipamentos, como bancos e cadeiras dobráveis, garantindo mais conforto para poderem assistir à encenação.
As devoções começam após o carnaval e têm seu ápice no Domingo de Páscoa, com a ressurreição de Jesus Cristo. Em um passado não muito distante, a população se deslocava aos cinemas para acompanhar a saga dos últimos dias do Salvador, mas, com o fechamento dos pequenos cinemas, a encenação da Paixão de Jesus Cristo agora é reproduzida por atores amadores das comunidades.
 

 

Fevereiro 2018

 

Baile de carnaval na AABB de Bela Vista do Paraíso 

Há vários anos que nossa cidade não conta com um baile de carnaval. Os mais tradicionais aconteciam no Clube Recreativo Belavistense (CRB), que desde sua inauguração, no início da década de 1960, sempre realizava os bailes que eram muito requisitados e prestigiados pela população da cidade e também da região.

Nas décadas de 1970 e 1980, os bailes eram animados por bandas renomadas e a festa tinha início bem antes dos quatro dias de folia carnavalesca. Existiam os chamados gritos de carnaval, que aconteciam nos sábados anteriores à festa, que na cidade tinha cinco noites, pois em Bela Vista do Paraíso os bailes começavam na sexta-feira.

Nos meados dos anos de 1980, os bailes de carnaval da cidade ficaram mais quentes, com uma disputa de blocos carnavalescos que a cada ano se superavam, abrilhantando os bailes e também a torcida dos presentes na disputa do título de bloco de carnaval do ano. Os mais famosos foram o Bloco Loko e o Vamos Nessa.

Com o passar dos anos, as marchinhas já não encantavam tanto e os bailes deixaram de atrair os saudosistas. Os bailes de carnaval e também os grandes bailes da cidade foram desaparecendo e hoje, quando há algum tipo de entretenimento, mesmo sendo chamado de baile, não é como antigamente. Os casais os frequentavam para dançar no salão, encontrar os amigos em uma descontraída reunião e hoje, na verdade, é como se fosse um show, as pessoas ficam em pé com a atenção voltada ao palco e não à pista de dança. 

 

 

Janeiro 2018 

Aparte do Júnior 

E o preço da gasolina continua subindo.

Caros amigos leitores desta coluna, estamos iniciando um novo ano e continuamos a conviver com as mesmas barbaridades de anos anteriores. Como afirmei no título deste artigo – "E o preço da gasolina continua subindo" –, alguém terá que pagar a conta. E, como sempre, a melhor maneira, ou pelo menos a mais fácil, é repassar... Assim, a população PAGA! E não tem a quem reclamar ou pedir socorro! Quem deveria defender os direitos da população, em sua grande maioria, está envolvido na trama.

A Petrobras deve pagar quase US$ 3 bilhões em acordo para encerrar um processo movido por investidores em Nova York que alegam terem sofrido prejuízos com a corrupção na estatal. O acerto para dar fim à ação coletiva (chamada de class action, em inglês) em Nova York foi fechado, mas ainda precisa da aprovação da Justiça americana, segundo informou a empresa em comunicado. Nós, a população em geral, não importam raça, cor, credo ou situação financeira, vamos novamente pagar a conta desta desastrosa administração pública que tivemos nos últimos 13 anos, ou melhor 16, pois não podemos excluir o mandato-tampão do PMDB, que se mobilizou e voltou a ser MDB. 

A Petrobras destaca, no entanto, que o acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares pela Petrobras, e que atende aos melhores interesses da companhia: "No acordo, a companhia expressamente nega responsabilidade. Isso reflete a sua condição de vítima dos atos revelados pela Operação Lava Jato, conforme reconhecido por autoridades brasileiras, inclusive o Supremo Tribunal Federal". 

Ainda de acordo com a companhia, já foi possível recuperar R$ 1,475 bilhão no Brasil do montante envolvido no esquema da Lava Jato. A diferença é enorme: lá nós falamos em 3 bilhões de dólares e aqui em 1,5 bilhão de reais, a diferença é gritante. Segundo o documento, "o acordo elimina o risco de um julgamento desfavorável que, conforme anteriormente reportado ao mercado no formulário anual arquivado na bolsa de valores brasileira e americana, poderia causar efeitos materiais adversos à companhia e à sua situação financeira. Além disso, põe fim a incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessa ação coletiva". 

O pagamento será feito em três parcelas, sendo a primeira delas, de US$ 983 milhões, em até dez dias após a aprovação preliminar do juiz. Já o segundo pagamento é previsto para até dez dias após a aprovação judicial final, enquanto a terceira parcela será paga em até seis meses após a aprovação final, ou 15 de janeiro de 2019, o que acontecer por último. O montante de US$ 2,95 bilhões será incluído no balanço financeiro da empresa do quarto trimestre de 2017 como provisionamento. 

Ainda há pessoas que dizem não saber de nada... Mas, se acontece algo de errado em um navio, o responsável é o capitão! Apesar de tudo, no comando do País parece não ser assim. Feliz Ano Novo! 

 

Estão brincando com o dinheiro público

 

Há pouco mais de 50 dias a população bela-vistense estava empolgada com o recape da Rua Maria Tomazelli, que muitos conhecem por "Asfaltão". A referida via ganhou esta enominação no final da década de 1970, início de 1980, quando a mesma recebeu a cobertura asfáltica, muito comemorada na época, que tirou o movimento de veículos pesados da Avenida Independência.

Após várias décadas de problemas quase que intermináveis na rua, que já passou por outras recapagens, a história desta via na maior parte do tempo sempre contou com enormes buracos e muitas vezes quase ficou intransitável. Mas, como falamos no início da matéria, os moradores da localidade e imediações estavam felizes e muito esperançosos com a "conquista". Desta vez não era mais um provisório e ineficiente tapa-buracos, e sim um recape, uma solução para a via que "estaria" em condições de uso por vários anos.

Mas isto foi apenas um sonho. O recape mais parece uma casca de ovo, uma pequena distribuição de pó de pedra e, ao que parece, o piche nem existe, pois onde foi efetuado o novo e famoso "tapa-buraco" a cor do produto usado é outra.

O recape aconteceu no final do ano passado e, já em janeiro de 2018, estão fazendo uma nova operação tapa-buracos.

Este também é um dos motivos pelos quais a população brasileira tem que trabalhar quase meio ano só para pagar impostos. Nas reportagens dos grandes jornais televisivos e escritos, só se fala em corrupção e má administração do dinheiro público. As eleições estão próximas, é a hora da virada! Só vote com total confiança que seu candidato tenha uma ficha limpa e possa nos representar com honradez. Faça uma pesquisa na vida do seu candidato, vote seguro e consciente!

 

Dezembro 2017

Tradicional evento traz as crianças para o centro da cidade

 

A magia do Natal está de volta, encantando as crianças e também os adultos que viajam no tempo em suas memórias, retornando a um passado não muito distante, relembrando as delícias vividas na infância.

A inocência da visão das crianças em relação ao mundo, neste período do ano, se torna a maior das realidades e o Bom Velhinho fecha com chave de ouro este momento especial na cabecinha delas, que vivem nesta época natalina um momento único, com sonhos que na figura do Papai Noel podem se tornar realidade.

Sabemos que a realidade é outra e o mar não está para peixe, mas nossos corações também amolecem e acabamos ultrapassando as realidades e tentando da melhor maneira tornar os sonhos de nossas crianças mais próximos da realidade.

O Natal é muito mais que isso, temos que tentar aproveitar a época do ano e a simplicidade das crianças e mostrar o outro sentido da data. Muito se fala do Bom Velhinho e às vezes nos esquecemos do principal acontecimento da data: o ponto alto das festividades natalinas deve ser a comemoração do nascimento de Jesus Cristo. Vamos comemorar o Natal, dar e receber presentes, mas não esquecer de levar e agradecer a Luz do Espírito Santo que iluminou aquela manjedoura há mais de dois mil anos e nos trouxe o Salvador.

 

 

Novembro 2017

Opinião - Aparte do Júnior

Difícil, complicado e confuso

Caros amigos leitores deste jornal e em especial desta coluna, na edição anterior, no primeiro parágrafo, disse que nossas autoridades não chegam a nenhum acordo e suas decisões desagradam a quase todos os brasileiros, pois nunca são tomadas para beneficiar a maioria da população e parecem que são criadas somente para proteger os interesses políticos dos próprios agentes que estão no poder, e passando a conta, é claro, para o povo pagar.
Inicio assim novamente, pois a cada dia mais tenho a certeza que as coisas no Brasil são feitas para dificultar. Vou citar alguns exemplos para você, leitor, pensar o porquê de tudo isso. Nosso país é o lugar com mais impostos do mundo – ainda não falei sobre as taxas e sim em impostos: ICMS, PIS, COFINS, IR, IRPF, IOF e por aí vai... As taxas são umas das maiores do mundo e são aplicadas em diversos nomes e tipos para confundir, dificultar. Nas eleições não são os mais votados que são eleitos e sim os melhores colocados de cada grupo. No caso da eleição para vereador ou deputado, que adota o sistema eleitoral proporcional, as vagas das Câmaras serão distribuídas em proporção aos votos obtidos pelos partidos ou coligações e preenchidas pelos candidatos mais votados da lista da legenda ou coligação, até o limite das vagas obtidas. O preenchimento das vagas é feito segundo o cálculo do Quociente Eleitoral (QE) e do Quociente Partidário (QP) e distribuição das sobras. Entendeu? Tudo muito simples e prático, correto? Quanto mais enrolado melhor. Para que facilitar se posso dificultar? As leis não são claras, às vezes nem mesmo as autoridades conseguem chegar a um bom senso ou acordo – veja na matéria anterior que os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) quase se pegaram. No caso da Lava Jato, as provas valem, no outro minuto não valem mais, mas agora já valem, entretanto podem novamente perder o valor. Ficou claro? O que é isso? Uma brincadeira, um jogo... Não são apenas as nossas leis.
Na última semana, o STF tinha em pauta o julgamento da proposta que pretende limitar o foro privilegiado a crimes cometidos por parlamentares durante e em razão do mandato. Uma regalia que beneficia mais de 50 mil autoridades que somente podem ser julgadas por tribunais superiores. Durante a votação, a maioria dos ministros se colocou a favor de restringir o foro privilegiado. No entanto, o ministro Dias Toffoli pediu mais tempo para estudar o processo e, com isso, interrompeu uma decisão final pela corte. O Supremo suspendeu a votação no dia 23, e não tem data para retornar ao plenário.
Então, analisando o que eu vinha falando acima e esta informação sobre o foro privilegiado, começamos a acreditar que algo está sendo feito, correto? Mas as coisas não são bem assim. No Brasil, as coisas são complicadas, difíceis de entender! Com a maioria dos ministros do STF a favor do fim do foro privilegiado, acreditamos que após sua votação ele irá acabar. Mas a resposta é NÃO! Se for aprovado e publicado, o acórdão é apenas para certas situações.
Paralelamente, na Câmara Federal está em discussão também um fim do foro privilegiado que é mais abrangente, mas estão tentando incluir o famoso “ABUSO DE AUTORIDADE”. Será que nosso país ainda tem jeito? Sem uma ação popular, acho que não. Uma luta tem que ser iniciada, a corrupção tem que ser atacada e erradicada, o povo tem que se levantar... Mas, como comecei a matéria, tudo por aqui é difícil, complicado e confuso. Este é o nosso BRASIL.


Amigos que nunca se esqueceram de suas raízes bela-vistenses realizam encontro

 

Um grupo de pessoas que viveram juntos a infância e a juventude em Bela Vista do Paraíso, mas nunca perderem o vínculo com a cidade e os amigos que permaneceram por aqui, está sempre se reunindo e colocando as conversas em dia. A iniciativa deste contato de amizade e companheirismo se iniciou com moradores de Curitiba que mantinham vínculo com a Princesinha do Vale do Paranapanema.
Estes ex-moradores foram se encontrando na capital paranaense até formarem esta grande irmandade de bela-vistenses em Curitiba. Pedro Ramos e Norberto Torres de Almeida (Tuca) são, na maioria das vezes, os mentores das tradicionais reuniões.
No início do mês de novembro, Pedro e Tuca, aproveitando o feriado de finados em que viriam a Bela Vista, já começaram a se movimentar e ver quem estaria de viagem para a querida cidade onde os membros passaram as maravilhosas infância e juventude pelos campinhos de futebol de terra, tardes no Clube Recreativo Belavistense, apresentações no Teatro Municipal e até na represa perto de Santa Margarida.
Pedro entrou em contato com Rubens Augusto (Rubinho), e foi marcada uma reunião em Londrina no Galpão da Costela com moradores de Bela Vista do Paraíso da década de 60. O evento contou com aproximadamente 40 pessoas, entre moradores e ex-moradores da querida Bela Vista do Paraíso.
Durante as horas mágicas, amigos de infância e juventude da década de 1960 estiveram reunidos para colocar a conversa em dia e festejar a vida, recordando também os amigos e familiares que já se foram. O grupo pode ser encontrado no Facebook com pessoas que moram em várias partes do Brasil e que têm um vínculo com a cidade, especialmente de Curitiba, Londrina, Rolândia e Bela Vista do Paraíso, cidades citadas por estarem presentes no evento. Este é o grupo Tamujunto. 

 

Outubro 2017 

 

Bela Vista do Paraíso comemorações alusivas ao aniversário de 70 anos

Bela Vista do Paraíso teve extensa agenda recreativa, cultural, esportiva, religiosa e artística durante o mês de outubro, tendo como ponto culminante o dia 16, dia da emancipação política do município.
As comemorações começaram no dia 6 no conjunto Rosa Luppi com tarde recreativa e terminaram no dia 28 no Ginásio de Esportes Formiguinha, com torneio regional de futsal feminino.
Durante os mais de 20 dias de festa, aconteceram períodos de recreação para a garotada, apresentações de danças folclóricas, torneios de futsal masculino e feminino, missa e culto, apresentações artísticas, jogos de futebol, torneio de handebol, apresentação de teatro e balé e grande desfile escolar e militar.
O dia 15, domingo, foi destinado a apresentações artísticas com shows na Avenida Independência, tendo no palco Tonho do Prado, Theo & Tiago e Felipe Risso & Rafael. As apresentações tiveram início às 21 horas.
No feriado alusivo à emancipação do município, na segunda-feira, aconteceram várias atividades, iniciando com manhã recreativa na praça do teatro municipal e terminando com apresentação de zumba no palco montado na Avenida Independência. O ato principal teve início às 16 horas com desfile de unidades do exército brasileiro, polícia militar e de escolas do município.
Os desfiles foram abrilhantados por apresentações de fanfarras e bandas da cidade e da região.

 

Setembro 2017

 

Teatro Municipal Geraldo Moreira poderá reviver seus dias de glória

Com a possível e já divulgada doação do espaço cultural do Teatro Municipal Geraldo Moreira ao Sesc Paraná, o município e toda a região contarão não somente com uma sala de espetáculos, mas com uma unidade do Sesc Paraná para atender a microrregião e alavancar o progresso em várias áreas de atuação da entidade.
O projeto está orçado preliminarmente em torno de R$ 4 milhões, um aporte financeiro que jamais foi remetido ao município. Impulsionará a cultura, com cursos profissionalizantes, qualificando e capacitando o bela-vistense, incentivando o esporte, a qualidade de vida e demais atividades onde o Sesc atua.
Um presente de aniversário a esta jovem senhora de 70 anos, Bela Vista do Paraíso, e a todos os seus filhos, ou seja, nós bela-vistenses. Com esta parceria, torna-se realidade um sonho que há mais de uma década vem se arrastando. A cada dia, este ícone da cultura do interior se deteriora mais e mais.
Para Bela Vista do Paraíso, será um privilégio ter como parceira uma instituição de credibilidade e prestígio como o Sesc Paraná, levando em conta que menos de 10% dos municípios paranaenses contam com unidades desta agremiação.
Na edição anterior, falamos sobre as características originais do prédio, trazendo de volta a antiga fachada, realmente lembrando o 14-Bis. Os leitores nos enviaram e-mails, whatsapp, cartas pela caixa postal 200, e até nos procuraram pessoalmente. Leitores bela-vistenses que estão em outras cidades opinaram, deixando a redação do jornal muito feliz pelo alto índice de participação de pessoas preocupadas com o patrimônio querido e esquecido pelas últimas administrações públicas do município: o Teatro Municipal Geraldo Moreira.
Os moradores da cidade e os simpatizantes do espaço cultural, num índice de quase 80%, sonham com a volta às origens, trazendo de volta um legado nostálgico e mágico aos que estiveram ativamente presentes no palco ou na plateia dos anos de ouro das apresentações culturais da cidade, e posteriormente nos grandes bailes e discotecas dos anos 1970/80.
Já que estamos falando em nostalgia, por que não sonhar mais uma vez com o nosso teatro municipal, que foi o primeiro ou um dos primeiros teatros do interior do Paraná, inaugurado em 29 de dezembro de 1962, com a peça “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna. Falando em nostalgia e seguindo este raciocínio, após a reforma poderíamos ter uma reinauguração com a reestruturação da mesma peça. E ainda vamos além, com atores e uma companhia bela-vistenses. Talentos não faltam na cidade e a cada ano um grupo se supera nas apresentações e encenações da Paixão de Cristo. E ainda poderíamos homenagear os artistas que participaram da inauguração há 55 anos. 
  

 

Agosto 2017

Festa da Soja: uma cidade mantendo suas tradições

A festa mais tradicional da região se agiganta a cada ano, levando a população a um lazer e ao companheirismo das quermesses, muito comuns nas pequenas cidades nas décadas de 1970/80, sendo um grande evento cultural, religioso e popular que movimenta toda a cidade e também a região do Vale do Paranapanema.
As comemorações regionais com festas e atividades culturais são uma forma de manter vivas as tradições dos diferentes povos que compõem a maravilhosa mistura brasileira. No caso da nossa querida Festa da Soja, a cidade inteira se envolve e trabalha em prol de seu sucesso, tendo como prova a longevidade desta nossa maior e mais tradicional festa da região. Por mais que o nosso país esteja ilhado no que se refere à vinda de influências culturais externas, é preciso incentivar o que é nosso, a fim de que o Brasil mantenha sua identidade.
Nestas festas populares que movimentam as cidades há comemorações ou eventos festivos, e a nossa engloba os dois casos. A comemoração vem em prol da colheita e o agradecimento pelos frutos da agricultura, e no caso festivo a aglomeração de toda a sociedade no sucesso do evento.
A nossa magnífica festa teve início nos meados dos anos 1970, após a catástrofe que a geada negra causou em nossos cafezais, ocorrendo uma enorme e necessária mudança da agricultura local. Na época, nossa região e todo o Norte do Paraná viviam da monocultura do café, que migrou para a policultura, em especial das culturas de soja e milho, persistindo ainda o trigo.
A festa não perdeu a sua principal característica, que é a participação da coletividade toda unida, e também continua com as presenças marcantes das tradições regionais, rituais religiosos, comidas, músicas e danças.

 

 

 

 

 

 

 

 


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